Finalmente, as regras fundamentais para uma boa viagem!
As 27 regras fundamentais a saber para se preparar e fazer uma excelente viagem (viagem a sério, não inclui ir à EuroDisney…).
Regra 1
Ver onde se põem os pés. Parece simples, não? Mas é a mais fundamental. Seja quando se caminha numa cidade à noite sem iluminação pública ou seja quando se segue um trilho na selva. Seja para evitar um esgoto aberto, seja para evitar um escorpião. Ver sempre onde se põem os pés!
Regra 2
Ter um bom cadeado, com código, para fechar malas e tudo o mais. E eventualmente até uma pequena corrente (para assegurar por exemplo que malas não são removidas de um compartimento no comboio enquanto se dorme ou do quarto num hostel…). A ideia é tornar menos apetitoso e rápido o furto, só isso.
Regra 3
Ter e usar uma pequena lanterna ou usar a do telefone, desde que este tenha bateria (ver regra 1)… Vai ser necessária, nem que seja para encontrar o buraco da fechadura naquela noite em que se regressa às 5 da manhã ao que parece ser a porta do nosso quarto (sem garantia)…
Regra 4
Ter sempre connosco um saco de plástico grande: vai servir para colocar lá dentro o telefone, a carteira, o computador e o dinheiro ou até a mochila, quando vier aquela chuvada tropical ou num barco entre as ilhas.
Regra 5
Separar o dinheiro e os cartões bancários por diferentes locais, parte fica no alojamento, parte anda connosco.
Regra 6
Manter sempre aqueles 100 ou 200 dólares de reserva absoluta de emergência, em cash: vão ser precisos.
Regra 7
Lavar bem as feridas, mesmo que pequenas, todos os dias, com água e sabonete, mais do que uma vez. O calor, a humidade e as bactérias são os melhores amigos e fazem uma festa juntos sempre que podem.
Regra 8
Beber muita água, o que resolve quase tudo, desde jetlag a indigestões, passando por ressacas. Cerveja pode parecer água, mas não é, é cerveja. Um bom duche e meio litro de água resolvem uma parte dos problemas irresolúveis. A outra parte, bem… por algum motivo é irresolúvel.
Regra 9
Comer sempre pequenas quantidades, já que, se correr mal, corre menos mal.
Regra 10
Levar um conversor de tomadas universal, se possível também com porta USB. Os planos de viagem mudam, as tomadas mudam ainda mais. O mesmo pode ser aplicado a um power bank (mas atenção à sua capacidade: os com mais de 20 000 mAh não podem ser transportados em muitas companhias aéreas, quer na cabine, quer no porão).
Regra 11
Manter sempre cópias dos documentos fundamentais, guardadas numa cloud algures no mundo e também em fotos no telefone. Ter uma pen connosco com os documentos também pode ser útil, nem que seja para se poder imprimir aquele bilhete de voo que precisamos mesmo de apresentar em papel quando não há Internet.
Regra 12
O álcool gel já existia antes do Covid e prevenia (alguns) problemas, ao servir para limpar um tampo de sanita, por exemplo, e ocupa pouco espaço. Tal como dois ou três pacotes de lenços de papel.
Regra 13
Levar (ou comprar) um lenço grande em tecido, leve, tipo krama cambojano de algodão, 140×80 cm ou por aí. Vai ser usado como uma toalha de praia muito leve e portátil, lençol para aquela cama na Índia que partilham com insetos estranhos ou agasalho num voo transatlântico – e para quase tudo o mais.

Regra 14
Um trolley é quase sempre preferível à mochila grande, pelo menos para quem quer viajar mais confortavelmente e não apenas parecer que viaja. Idealmente, um trolley que se transforme em mochila e vice-versa é um bom investimento.
Regra 15
Aquele saco de viagem, feio e leve, que se tem sempre em casa algures, e que dá para espalmar no fundo da mala no início da viagem sem ocupar espaço, é o mesmo saco que permitirá trazer as compras e os extras no regresso sem ter de comprar uma mala adicional.
Regra 16
Sim, ter 20 e ter 60 anos é diferente, mas as bolhas nos pés e as queimaduras solares são estranhamente parecidas. Portanto respeitar o corpo, minimamente, e dar-lhe o que ele pede, já que é o que nos permite andar por aí.
Regra 17
Conhecer minimamente os “usos e costumes locais” antes de viajar por diferentes paradigmas culturais. Sim, alguns asiáticos podem gostar de ver uma jovem sueca em topless, mas vai ofender muitos mais e criar ruído desnecessário.
Regra 18
O mergulho pode ser fantástico em muitos sítios do mundo, mas convém ter a certeza de que o equipamento é seguro, PADI standards e ver as reviews sobre a empresa antes de o contratar. Só precisamos de ficar sem ar e sem guia uma vez…
Regra 19
Um sorriso normalmente resolve mais problemas do que os que cria e um amigo ainda mais.
Regra 20
As notas de 100 dólares falsas existem e circulam muito, até porque as originais não têm sempre a mesma cor… Ao receber uma, convém mesmo verificar se não foi feita na impressora que está lá atrás.
Regra 21
Quem não consegue chegar a horas, chega antes – e isso é verdade tanto para voos internacionais em Nova Iorque como para ferries na Indonésia, mesmo que depois partam 8 horas atrasados, até porque chegar ao aeroporto/porto/whatever vai sempre demorar mais tempo do que o previsto.
Regra 22
Obviamente nos voos longos queremos fazer o check in online com antecedência e escolher um lugar de corredor na antepenúltima ou na penúltima fila de todas. Aumenta muito as possibilidades de termos 2, 3 ou 4 lugares só para nós durante 10 horas e de não ouvirmos tanto o bebé que chora, sempre e alto. Outra possibilidade é ser-se o último a embarcar no avião, independentemente de qual o nosso lugar atribuído, de modo a verificar qual a melhor fila com lugares vazios para as próximas 8 horas de voo e abocanhá-la com convicção e rapidez, qual lince ibérico.
Regra 23
Nunca compensa, para poupar 20 euros na compra do bilhete, escolher os voos que têm 7 horas de espera pela ligação seguinte num aeroporto qualquer durante a noite… Vai-se gastar 40 euros em coisas desnecessárias nas lojas e nos cafés e perder tempo de vida – e de viagem.
Regra 24
Saber exatamente o que se terá de fazer a seguir se se perder o telemóvel (ou o computador ou tablet). Pode acontecer e acontece. Manter sempre cópias alternativas de contactos de telefone, dados bancários, ficheiros, etc., etc.
Regra 25
Não é preciso carregar pelo Sudeste Asiático 5 frascos diferentes e gigantes de champô, gel de banho, amaciador, hidratante, etc. Um sabonete comprado por 50 cêntimos em qualquer parte do Mundo cumpre todas essas funções e pesa menos 3 quilos. E um bom repelente de insetos em viagem é bastante mais útil do que um amaciador. Entre a hidratação aparente e a comichão muito real criada pelas sandflies, a decisão é óbvia.
Regra 26
Um seguro de viagem será muito útil quando acontecer o que nunca se quer que aconteça. Seja partir uma perna, seja perder a mala ou um voo. Quer-se o seguro de viagem que não cria problemas e cobre muita coisa – é só verificar online quais os preferidos pelos viajantes.
Regra 27
Finalmente, uma regra que bem podia ser a primeira: não fazer ou reduzir ao mínimo o lixo também em viagem. Grande parte do mundo sofre com a poluição e com o lixo, desde logo o plástico. Mais vale não contribuir para o problema. Um cantil resistente substitui sucessivas garrafas de água, uma cerveja de pressão é menos uma lata a ser usada, as palhinhas são para bebés, tomar banho com água a 32 graus é preferível a tomá-lo com água a 40 e poupa eletricidade.
