Escolher uma ilha de praia na Tailândia: opção Koh Mook/Muk
Koh Mook (ou Koh Muk) é uma das ilhas na costa ocidental da Tailândia, a sul da mais conhecida Koh Lanta, no mar de Andaman. Tem a vantagem, em termos de acesso, de não ficar muito longe da costa, mas não é especialmente rápido lá chegar, especialmente desde Banguecoque.
Provavelmente a melhor forma de o fazer é voar até ao aeroporto de Trang, a maior cidade mais próxima na Tailândia continental (voos com a Air Asia ou a NokAir, cerca de 50 minutos de viagem, desde o aeroporto de Don Muang), daí apanhar uma van até ao porto de Khuan Tung Ku (1 a 2 horas, mais esperas) e finalmente um ferry ou um barco mais pequeno até à ilha, chegando ao cais (em cerca de 15 a 45 minutos de viagem, consonante o barco), a partir de onde se segue de tuk tuk, ou a pé, caso fique alojado na aldeia ou perto. Online já se consegue comprar um bilhete a incluir van desde o aeroporto (ou da estação de comboios) de Trang e barco, por exemplo no www.12go.asia (cerca de 20 euros, ida). O regresso, caso não saiba a data, pode também ser comprado na ilha.
A ilha é verde, quase sem estradas, com pouco desenvolvimento turístico, e algumas boas praias, a melhor delas provavelmente a designada Charlie Beach, na parte ocidental, com vistas para o pôr-do-sol. É possível ficar alojado nesta praia (existem bungalows), mas provavelmente ficará na aldeia, em torno do cais, onde se situa a maior parte dos alojamentos, lojas e restaurantes, bem como algumas praias. Um quarto, com ar condicionado e WC, custa cerca de 20 euros a noite, a poucos metros da praia. Da aldeia à Charlie Beach são cerca de 20 minutos em tuk tuk (100 bath, 2,50 euros) – e atenção que, à noite, os tuk tuk desaparecem, voltando cerca de 6 da manhã, o que implica uma combinação prévia para circular na ilha (ou bastante tempo a andar a pé). Scooters também podem ser alugadas facilmente.
Ao contrário de, por exemplo, Koh Phangan, esta não é uma ilha de festa. Quase tudo fecha relativamente cedo e há poucos bares. O ruído acaba cedo e, quando existe, é dos recém-nascidos que casais suecos insistem em passear alegremente, meio mortos, pelos 35 graus à sombra.
Na ilha, a larga maioria da (pequena) população é muçulmana, como sucede habitualmente nesta zona da Tailândia, e alguns restaurantes não vendem álcool. Se quiser mais animação, leve-a consigo – bons amigos, por exemplo. No centro da aldeia, alguns restaurantes ao jantar grelham o peixe e o marisco apanhados no dia (vai ver logo os grelhadores e as esplanadas): sabem ao que sabe o peixe e o marisco de água quente, mas é uma alternativa aos pratos tailandeses mais tradicionais.
É possível fazer algumas excursões de barco, também a ilhas próximas, como Koh Ngai, ou à gruta Esmeralda (Emerald Cave), não aconselhada a claustrofóbicos, já que implica nadar por uma gruta escura e com um teto (muito) baixo, até chegar à dita. Snorkelling normalmente também está incluído nas excursões, tipicamente de um dia ou meio dia, e que podem ser compradas nos alojamentos ou pela aldeia (com recolha em tuk tuk no alojamento). Ah, a vida dura do turista na Tailândia!





