Escolher uma ilha de praia na Tailândia: opção Koh Phangan

Para chegar a Koh Phangan, uma das ilhas do Golfo da Tailândia, com Koh Tao a norte e Koh Samui a sul, desde Banguecoque, há basicamente três opções: voar até Koh Samui e daí apanhar o ferry até Koh Phangan; apanhar um comboio até Surat Thani e depois o barco; ou fazer, como fiz desta vez, apanhar um autocarro na zona de Khaosan em Banguecoque e ir até ao porto de Surat Thani, durante a noite, apanhando depois o ferry.

O mais confortável e rápido é, sem dúvida, o avião, mesmo com os táxis e as esperas no aeroporto. O mais curioso é provavelmente o autocarro. Diversas companhias vendem diversos tipos de bilhetes e comodidades. Acabei por comprar no 12go.asia o pacote de autocarro noturno, transfers em van e ferry para a ilha, de Banguecoque ao alojamento em Haad Rin, na ponta sul de Koh Phangan (no caso, comprado à agência Montanatip, através do site). Cerca de 50 euros, saindo da capital pelas 19h e chegando ao alojamento na ilha às 12h do dia seguinte.

A noite no autocarro não é o pesadelo que se possa pensar: o “autocarro VIP” de dois andares tem grandes bancos-cama quase totalmente reclináveis, bom ar condicionado, tomadas USB, poucas pessoas e casa de banho. Dão uma manta e água e asseguram que se pode dormir ao longo dos cerca de 600 km de distância. Antes de se chegar ao ferry, já de manhã, há uma espécie de transfega de turistas num local ermo, uma vez que diferentes grupos vão para diferentes ilhas, mas onde se pode comer qualquer coisa e beber uma espécie de café, e onde se muda para uma van de 9 lugares ou pouco maior, até ao cais. Daqui, o ferry leva-nos lentamente, cerca de 4 horas, pelo mar do Golfo até Koh Phangan, a nascer o dia. Caso queira levar um carro para a ilha no barco, também o pode fazer.

Escolhi ficar em Haad Rin, na ponta sul da ilha, uma península com duas praias, uma de cada lado, e um ambiente de pequena aldeia. Combina uma boa praia, grande, de água quente e areia branca, com restaurantes, lojas e alguns visitantes, sem construção massificada e sem turismo de pacote. Implica apanhar um táxi ou uma van desde o cais de Thongsala, onde os ferries maiores atracam, ou alugar uma scooter.

O alojamento, a poucas dezenas de metros da praia, na parte leste (a melhor!), custou cerca de 30 euros por noite (época alta), num bungalow com ar condicionado e casa de banho, no caso a Yogurt House 3 (não vendem iogurtes). Existem também camas em dormitório por 10 euros e, no outro extremo da escala, alojamentos bastante mais exclusivos na mesma zona.

Querendo ficar mesmo na praia, o Tommy Resort ou o Palita Lodge são boas escolhas, mais caras, mas com uma piscina incluída, esplanadas sobre a areia abrigadas do sol por coqueiros e restaurante. De ambos os lados, outros alojamentos e restaurantes completam a baía. Nada fica, no entanto, a mais de 2 minutos de distância indo pela praia.

Haad Rin, a 20 minutos de Thongsala, a maior vila da ilha, é também onde se fazem as famosas festas de praia da Lua Cheia de Koh Phangan, uma vez por mês (na lua cheia…), quando os preços sobem e os visitantes aumentam, na praia na zona leste.

Esta não é a praia tropical deserta, mas nunca se sentirá no meio de uma multidão, exceto provavelmente durante a lua cheia… Cruzam-se reformados ocidentais a torrar ao sol, famílias com bebés de 6 meses, viajantes tatuados e sozinhos e grupos de pós-adolescentes suecos super entusiasmados com a ideia de escaldões, cerveja e festa pela noite fora. No autocarro, tive companhia de um casal que ia fazer a sua yoga retreat e de uma família de russos com crianças entre os 1 e os 12 anos. E diversas pessoas pelo meio entre estes perfis, com quem nos vamos cruzar provavelmente pelas ruas várias vezes, contornando os muitos cães e gatos adormecidos na sombra.

À noite podem-se ver espetáculos de fogo (adolescentes a fazerem malabarismos impressionantes com paus em fogo…) e música, a partir sensivelmente das 19h, que vários bares e restaurantes organizam no areal, enquanto nos enterramos nos puffs gigantes espalhados pela praia, com uma cerveja ou um sumo de manga na mão, e pensamos nos dez graus negativos que estão na Europa.

Koh Phangan é uma ilha montanhosa no meio, ladeada por praias. As estradas correm basicamente ao longo da costa. O verde está sempre presente e o litoral tem também algumas zonas de pântanos, supostamente protegidos, que felizmente impedem a construção.

É possível alugar uma scooter e passear pela ilha de forma independente, com pouco trânsito e pouca confusão, e conhecer assim diferentes zonas, especialmente de manhã ou ao fim da tarde, quando o calor é menos intenso. De Haad Rin, pode fazer também excursões diárias pela ilha ou até às ilhas vizinhas de Koh Samui, grande e mais turística, e Koh Tao, conhecida pelo mergulho, que se vendem pela aldeia e nos alojamentos.

Para além de Haad Rin, boas zonas para praia e para se alojar são, por exemplo, Baan Tai, não muito longe de Haad Rin, e um pouco mais upscale e com uma excelente praia, ou Haad Yao, outra praia fantástica na costa oeste, tranquila.

1 Comentário

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2026-03-01, 00:29

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